Pacientes com Síndrome de Marfan apresentam alto risco de dissecção de aorta, principalmente devido às anormalidades estruturais do tecido conjuntivo que fragilizam a parede arterial. O manejo anestésico deve, portanto, priorizar a estabilidade hemodinâmica e o controle rigoroso de estímulos que possam precipitar alterações bruscas da pressão arterial e da frequência cardíaca.

 

🔄 Manutenção da Pressão Arterial Média Estável

A PAM (pressão arterial média) é um parâmetro crítico em cirurgias com risco vascular elevado, especialmente nos portadores de Marfan.

 

💊 Uso de Betabloqueadores e Vasodilatadores: Avaliação Personalizada

O uso de betabloqueadores (ex.: propranolol, esmolol) pode ser indicado como estratégia profilática para reduzir a força de ejeção do ventrículo esquerdo, minimizando o estresse sobre a aorta.

⚠️ A escolha e o ajuste dessas medicações devem ser feitos em conjunto com a cardiologia, especialmente em pacientes com dilatação aórtica conhecida ou histórico de dissecção.

 

😖 Redução da Dor Intensa e do Estresse Cirúrgico

A dor não tratada pode levar à liberação adrenérgica exacerbada, com aumento da PA e da FC — fatores que elevam substancialmente o risco de dissecção.

 

🧠 Conclusão

Na Síndrome de Marfan, a prevenção da dissecção aórtica exige vigilância anestésica permanente, com controle rigoroso da hemodinâmica, analgesia eficaz e uso criterioso de fármacos. O trabalho conjunto entre anestesiologistas, cardiologistas e equipe cirúrgica é essencial para garantir segurança e estabilidade durante todo o procedimento.

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