A Síndrome de Marfan, uma doença do tecido conjuntivo causada por mutações no gene FBN1, predispõe a alterações estruturais graves no sistema cardiovascular. O risco de aneurismas e dissecções da aorta, associado à regurgitação valvar (especialmente mitral e aórtica), impõe exigências rigorosas ao anestesiologista quanto à monitorização e planejamento hemodinâmico.

 

🧬 Risco de Dissecção de Aorta e Regurgitação Valvar

A aorta dos pacientes com Marfan é friável, dilatada e propensa à ruptura espontânea, especialmente durante picos de pressão arterial. A regurgitação valvar (aórtica e mitral) pode comprometer a função cardíaca e resultar em insuficiência cardíaca congestiva perioperatória.

 

📈 Monitorização Invasiva: Cateter Arterial e Ecocardiografia Transesofágica (TEE)

Dada a gravidade das complicações possíveis, é fundamental dispor de métodos invasivos de monitoramento em procedimentos de médio e grande porte.

 

💉 Planejamento Anestésico: Estabilidade é a Regra

A indução anestésica deve ser gentil, controlada e livre de flutuações hemodinâmicas.

 

🔄 Conclusão

A avaliação cardiovascular na Síndrome de Marfan é uma etapa crítica para a segurança anestésica. A presença de aneurismas e valvopatias requer abordagem altamente especializada, com uso de monitorização invasiva, drogas tituladas e uma filosofia de evitar qualquer instabilidade hemodinâmica significativa. A antecipação e o planejamento são os pilares do cuidado perioperatório nesse grupo de pacientes.

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