Muito tem se falado sobre o coronavírus nestes últimos dias. E eu gostaria de fazer uma análise de um ponto de vista diferente. Já que são abundantes as informações produzidas sobre os aspectos epidemiológicos, econômicos e políticos. Mas quero convidar você a fazer uma outra reflexão: o que podemos aprender com o coronavírus?Pois é em momentos de crise que somos forçados à reflexão. E esta, quando ponderada e comedida, nos conduz a romper paradigmas e nos leva à mudança. Neste caso, mudanças de comportamento. Sob este aspecto, as crises são oportunidades empolgantes, apesar de particularmente, eu preferir aprender sem ter que passar por elas.Porém estando neste momento bombardeado com informações por todos os lados e quase me sentindo tomado pelo pânico generalizado que assola o mundo, fui levado à uma reflexão sobre os anos em que tenho exercido a medicina. E Como médico anestesiologista, entre todos os outros riscos laborais, lidamos também com o risco biológico. Chama a atenção nesta epidemia, que a anestesia, assim como algumas outras especialidades médicas ou ainda o cirurgião dentista, que nós temos um alto grau de contato com as vias aéreas do paciente. O que nos submete ao risco de contágio a cada nova anestesia. Então penso comigo mesmo: “Como é possível que eu esteja vivo até agora? Quantos pacientes com diversas patologias infecto-contagiosas nós atendemos todos os dias?”O fato é que o risco é real. Mas o que nos salva é o conhecimento científico adquirido ao longo da história da medicina. E os cuidados que temos e acrescentamos a cada nova descoberta, como camadas de segurança. E este é um daqueles momentos de descoberta, em que novas camadas de segurança precisam ser acrescentadas. Não por causa do coronavírus, apenas. Mas por conta dele e de todos os outros patógenos que se disseminam da mesmíssima forma. Alguns deles muito mais letais e virulentos, como a própria influenza.

Por pior que seja a situação com certeza é um aprendizado não só agora mas para o futuro também,
É verdade
Sou mais uma na multidão, mas faço parte daqueles que acreditam na superação, na esperança e nas lições que precisam ser aprendidas. Essa pandemia e outras endemias, doenças, e transtornos caudados por elas, ensinam muitas coisas que precisam mudar, principalmente o olhar humanitário e solidário para o outro. Acho interessante como os jovens e as crianças estão ensinando seus pais a otimizar o tempo e prestarem atenção no metro quadrado que os faz coabitar. Nem sempre uma família aprende a conviver e conhecer seus membros e suas qualidades. Olhamos o que falta na despensa, olhamos o que precisa ser consertado, obedecemos cronogramas apertados com nossos compromissos e compromissos dos filhos, tentamos suprir todas as necessidades e compensar com mais ausência, pois o tempo urge. E agora? Temos tempo, mas não temos cabeça e experiência com a sobra dele. Que Deus nos ajude a ser mais humanos e acreditar que nossa realidade é aquilo que pensamos. Que nossos pensamentos e desejos sejam de paz e de saúde para todos, de dias melhores e mais consciência.
Disse tudo!
Tomara que saia ileso juntos c9m os seus Dr. IVAN VARGAS.
Parabéns pelo seu artigo! Obrigada !!
Amém! Que Deus guarde a todos nós.